Quem Somos

A Carpe Diem é uma empresa fundada em 2000, de assessoria a famílias  na parte de governança, investimentos e  formação de herdeiros. Hoje em dia temos três profissionais trabalhando na empresa: Fábio, Guilherme e Vitor (antes tinha o João também).

Muitas pessoas nos perguntam, o que fazemos exatamente, e nós da equipe achamos que uma boa descrição do que nos propomos a fazer é encontrada neste texto da Stonehage, que é uma das maiores empresas de Family Office no mundo.

A Volta do Homme d’Affaires

Trinta anos atrás o termo “Homme d’Affaires” era bem entendido: descrevia um conselheiro com sabedoria adquirida por uma grande experiência geral.  A tendência pela especialização nos fez esquecer importância de um indivíduo capaz de observar o ambiente e juntar conselhos de todos os especialistas.

Algumas famílias estão redescobrindo a necessidade de tais indivíduos, e neste mundo complexo, eles não são fáceis de achar.

Não é muito claro porque os países de língua Inglesa precisaram “pegar emprestada” essa expressão francesa, para descrever o papel de um conselheiro confiável, mas o termo “Homme d’Affaires” até 30 anos atrás era aceito e utilizado na língua inglesa. É estranho que não exista uma palavra equivalente no Inglês e em muitas outras línguas. A mais parecida em termos de significado seria a palavra italiana “Consilieri”.

A essência é que tal pessoa seja um conselheiro, com sabedoria e conhecimento absorvidos de experiência mundial, incluindo negócios, investimentos, famílias, a lei e até mesmo filantropia. O Homme d’Affaires era então, uma referência confiável e imparcial, para quase todas as grandes decisões que seu cliente tivesse de tomar. Desde aquisições de negócios e investimentos até planejamento sucessório e heranças, desde relacionamentos pessoais até lidar com situações mais delicadas como divórcios dentro da família, onde os envolvidos são diretores e acionistas no negócio familiar.

Isto não significa que ele aconselharia em todos os detalhes específicos de cada assunto, mas que ele soubesse o suficiente para aplicar seu conhecimento, experiência e bom senso para garantir que a decisão seja tomada de acordo com entendimento do contexto geral e técnico.

Nos últimos 30 anos, o termo Homme d’Affaires praticamente desapareceu do vocabulário inglês, e a busca pela especialização do profissional nos tem feito ignorar o generalista. Este “generalista” é alguém que junta tudo, ele é capaz de analisar determinada situação e ir além, formar decisões e recomendações que aproximam as de todos os profissionais especializados.

É certo que o foco dos especialistas se tornou tão estreito que eles são pouco capazes de compreender o contexto global em que eles operam, ou até mesmo a relevância de sua opinião dentro do todo.

Isto é uma das lições aprendidas na crise bancária de 2008, onde as diretorias de grandes grupos bancários permitiram que “exércitos de especialistas” desenvolvessem negócios em áreas que se encontram muito longe de sua compreensão e controle.

Até certo ponto, o mesmo aconteceu com determinadas famílias. Seus negócios são complexos por natureza, pois eles misturam a sensibilidade de relações familiares, sucessão e herança, com a propriedade de um ou mais negócios, gestão de portfólios, posse de terras, bens e imóveis de uso, tudo isso recoberto com planejamento fiscal e estruturas de holding.

A complexidade vai crescendo à medida que a receita federal se torna mais agressiva e nós vivemos em uma sociedade cada vez mais controlada e vigiada. O custo de conselheiros profissionais está subindo numa cadência que se torna insustentável. A complexidade dos riscos significa que todas as grandes decisões são correlacionadas e é quase impossível dar um conselho bom sobre um dos bens do cliente sem considerar o contrapeso em outro lugar.

Em outras palavras, agora não só é desejável, mas cada vez mais essencial que toda recomendação feita sobre as grandes questões seja transmitida por uma pessoa que entenda todo o cenário. Isso é importante tanto para a gestão de riscos, quanto para reduzir custos, visto que o generalista pode muito bem coordenar e avaliar o trabalho dos muitos especialistas normalmente envolvidos.

Por exemplo, imagine um grande negócio familiar; o fluxo de caixa anda bem pressionado e um financiamento bancário difícil de ser aprovado em tempos de crise. Eles vendem seu patrimônio num mercado ruim para financiar o negócio, ou são esses ativos precisamente uma reserva para tempos difíceis? E, se você usar o patrimônio da família para apoiar os negócios, como você protege os interesses dos familiares não envolvidos?

Idealmente, um homem sábio e seus conselheiros antecipariam esse tipo de problema e teriam criado estruturas e modos de governança desenhados para equilibrar o risco e assegurar que os membros da família tivessem um tratamento justo. Essa mesma pessoa também teria analisado a correlação de risco entre o negócio familiar e o portfólio, para se assegurar que os riscos de mercado no negócio não fossem replicados no portfólio e o potencial de liquidez precisa, em caso de uma reviravolta, ser avaliado e antecipado, antes de se comprometer com ações de longo prazo.

No entanto existem muitos outros tipos de risco. Alguns são contínuos, como monitorar o sucesso e direção de um negócio, o desempenho e o calibre dos diretores familiares e monitorar os relacionamentos familiares, procurando potenciais fricções que podem vir a se tornar grandes disputas, com consequências ainda maiores. Depois, existem as ocorrências únicas, como a aquisição de um novo negócio, talvez financiado por uma divida significante, ou um divórcio onde o cunhado é CEO do negócio familiar.

Cada vez mais a gestão de risco significa analisar a inter-relação entre todos os aspectos das finanças familiares e da própria família – separar riscos em diferentes patamares cada um supervisionado por um especialista não é mais suficiente.

Ainda existe a questão da “visão estratégica”. Quem ajuda a família a decidir qual a direção a seguir, qual o propósito do patrimônio e qual o objetivo maior desta família para as próximas gerações. Como passar a “tocha” de uma geração para a outra, garantindo que rivalidades saudáveis no negócio ou outras preocupações familiares (como fundações filantrópicas) não transbordem para o próprio relacionamento familiar, ou vice-versa.

A noção de ressuscitar o Hommed’Affaires não é completamente nova. Grandes empresários normalmente encontram um indivíduo dentre seus conselheiros e funcionários que acaba assumindo o papel. Mais abaixo, no mercado, bancos privados e gestores de fundos vem há muito tempo fazendo marketing para o conceito de um conselheiro de confiança (costumeiramente usando a analogia médica, cirurgião geral), porém eles muito frequentemente minam sua própria propaganda ao substituir o conselheiro de confiança por um muito bem treinado “vendedor”, uma pessoa que “gere relações”, mas que lhe falta experiência e vivência.

É uma coisa articular uma necessidade e outra atendê-la. Parcialmente por causa da abordagem de vendas de muitos bancos privados e gestoras de patrimônio, existe uma grande falta de pessoas que genuinamente merecem o título de Homme d’Affaires. Não é somente uma questão de reinventar um papel que existia 30 anos atrás – num mundo muito mais complexo, o conhecimento e experiência necessários para assumir este papel aumentaram dramaticamente, portanto eles são, em geral, indivíduos marcantes difíceis de encontrar.

 

 

Este blog tem como função criar um elo de comunicação entre a empresa e seus clientes, de modo a expressar pontos de vista, destacar as notícias relevantes e sobretudo incentivar o debate de certos tópicos.

Leiam, pensem, comentem e aproveitem!

Abraços,

A equipe.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s