À melhor idade:

Instituto de Longevidade vai capacitar mais velhos

Por Letícia Arcoverde – 07/04/2016
 

A seguradora Mongeral Aegon lança, na próxima semana, o Instituto de Longevidade do Brasil, organização sem fins lucrativos que pretende realizar pesquisas sobre o aumento da longevidade na sociedade brasileira e promover a qualificação profissional e reinserção no mercado de trabalho de pessoas com mais de 50 anos.

Idealizado e presidido por Nilton Molina, presidente do conselho de administração da Mongeral Aegon, o instituto será mantido pela seguradora. “O objetivo central é estudar e propor ideias e soluções para a longevidade. As pessoas estão ficando mais velhas e saudáveis, o que constitui um agradável problema ­ que traz consequências sociais e econômicas”, afirma Molina.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) projeta que a parcela da população com 65 anos ou mais subirá de 7,4%, em 2013, para 26,7%, em 2060. De acordo com uma pesquisa do Data Popular com 600 respondentes, encomendada pelo Instituto da Longevidade, apenas 12% das pessoas entre 50 e 60 anos atualmente pagam ou recebem previdência privada.

Junto com professores da Universidade de São Paulo (USP), o instituto trabalha na formulação de um projeto de lei que cria o Regime Especial do Trabalhador Aposentado (Reta), que prevê condições legais para profissionais idosos atuarem em um sistema similar ao do estágio, com um limite diário de horas trabalhadas e sem vínculo empregatício.

Outra iniciativa da organização é o Movimento Real.Idade, que vai disponibilizar 89 cursos on­line gratuitos para auxiliar os profissionais na recolocação no mercado de trabalho. Os temas ensinados passam por informática, idiomas e técnicas de atendimento ao público, e incluem até como elaborar um currículo. “Não adianta criar condições que favoreçam a empregabilidade sem requalificar essas pessoas profissionalmente”, diz  Molina.

Em parceria com a Fundação etulio Vargas (FGV), o instituto trabalha ainda na formulação de um estudo para classificar as cidades brasileiras que apresentam melhor qualidade de vida para a população idosa. Atualizado anualmente, o índice vai levar em conta 300 fatores, que vão desde a rede de saúde a qualidade das calçadas.

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